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A História do Dinheiro

Existem hoje, dentro da iniciativa privada, diversas empresas no mercado, constantemente lutando para se tornarem mais competitivas, agregarem mais valor e gerarem maiores retornos para seus sócios e/ou acionistas. Apesar da grande individualidade de cada uma delas, existe um elemento ligado à atividade de qualquer organização e que necessita de atenção especial para que elas entreguem o seu produto ou serviço da melhor maneira possível – o dinheiro. Independente do porte, nicho, modelo de negócio, vantagens competitivas e cultura organizacional, toda empresa lida com o dinheiro em sua rotina, uma vez que ele é a chave para construção e manutenção de sua missão. Mas vocês sabem como o dinheiro surgiu e como chegou ao formato que conhecemos hoje? É isso que irei apresentar de forma resumida para vocês nas próximas linhas.

Os seres humanos, desde os tempos antigos, sempre se mostraram diferentes da maioria dos outros animais por conta da sua grande capacidade de socializar e cooperar. Baseando-se nas palavras do historiador Yuval Noah Harari, é possível dizer que, se colocarmos milhares de chimpanzés em um estádio de futebol, veremos um verdadeiro caos. Agora coloque milhares de seres humanos dentro de um estádio e você terá a final da copa do mundo. Algo que ajuda a explicar essa situação é o fato de que, desde o momento em que passamos a viver em sociedade, visando atender as necessidades individuais de cada um, realizamos trocas. Essas trocas voluntárias entre indivíduos, era denominada escambo. Para exemplificar, suponha que você está em busca de peixes para alimentar você e sua família e avista um pescador. Neste caso, você pode entregar as maçãs que possui em troca do peixe. Ambos ficam felizes, certo? Não é bem assim. E se a pessoa não quiser suas maçãs? Você terá então de trocar suas maçãs por algo que o pescador queira, uma busca um tanto trabalhosa, não? Por conta disso, o ser humano passou a sentir a necessidade de um meio universal de troca, que pudesse ser aceito por qualquer pessoa em troca do que você deseja, e é aí que os primeiros resquícios do dinheiro surgiram. Para citar um exemplo, o ouro foi, por muitos anos, utilizado como meio de troca no formato de moedas. Mas mesmo as moedas feitas de ouro, quando carregadas em grandes quantidades, são extremamente pesadas e difíceis de carregar.

Tendo isso em vista e avançando alguns bons anos, pessoas detentoras de grande riqueza começaram a acumular grandes quantidades de bens físicos, tais como: alimentos, madeira, tecidos, metais preciosos, entre outros itens. Mas guardar todas essas coisas em casa ou em depósitos pode não ser tão seguro (nem muito sábio), uma vez que, se um grupo de mal intencionados lhe abordasse, você teria poucas alternativas, além de entregar tudo o que tinha. Com isso, surge uma nova demanda e onde há demanda, há oportunidades de negócios. Surge então um novo personagem muito importante nesta história, os bancos.

Os bancos, antigamente, não eram chamados desta forma, mas a atividade dessas organizações se assemelhava, em parte, às atividades dos bancos de hoje. Estes “bancos” guardavam seus recursos em locais seguros e lhe davam um comprovante em papel, atestando que você possuía uma determinada quantidade de mercadorias guardadas com eles. Caso fosse do seu interesse sacar algum desses bens no futuro, esse recebido era a “chave do cofre”. Com esse comprovante, era possível realizar trocas muito mais facilmente do que carregar uma quantidade considerável de coisas com você. Para ficar mais claro, imagine que você é um grande fazendeiro do milênio passado e gostaria de proteger os bens que você utiliza em transações comerciais com as pessoas que moram nas proximidades. Você então chega no “banco” e informa que gostaria de guardar dez barras de ouro, afinal, você é muito bem de vida, com a segurança que eles oferecem. O “banco”, então, lhe dará um recibo atestando que você possui dez barras de ouro guardadas com ele. Esse recibo pode ser trocado com outras pessoas que, por sua vez, ao terem posse deste recibo, podem sacar este ouro no banco ou simplesmente usar esse recibo para outras trocas. E, assim, surge algo muito próximo do que chamamos de dinheiro atualmente.

Com o tempo, por questões econômicas e políticas, este recibo não mais assegurava que haveria ouro (ou outros bens físicos) no banco para você sacar quando bem entendesse. Hoje, o dinheiro se baseia em confiança. Confiança de que aqueles recibos, hoje chamados de cédulas, serão reconhecidos pela padaria onde você toma o seu café, como algo que pode ser trocado por outros bens, antes no formato de papel e, hoje, como meros números na tela do seu celular. Existem diversos outros fatores nesta história que poderiam ser citados, mas, por agora, julgo ser suficiente. Lembrem-se, dinheiro se baseia em confiança. Até a próxima!

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